Palavras ao vento

Neste tempo as motos eram veículos que proporcionavam um prazer enorme e não armas mortíferas. Custa a aceitar que se possa chamar progresso à evolução que houve entretanto.
A razão?
Diz-se que o General de Gaulle falava do Brasil como o eterno país do "futuro" mas que nunca passava disso.
Por estas bandas se fosse vivo provavelmente diria que habitamos a terra do "será" ou "terá".
Com efeitos todos nos dias as notícias nos chegam pródigas em "Portugal vai ter..." ou "Em Portugal será criado..." ou semelhantes. O país da eterna "promessa" sempre deixada pelo caminho. Mas ouve tempo em que não foi assim, antes pelo contrário. Terá sido o sangue perdido em Alcácer-Quibir, como alguns dizem, a razão principal desta mudança?
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Clareza
O antigo ministro e actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa afirmou ontem às televisões que o quiseram ouvir que a União Europeia tinha reconhecido, cito, a "nulidade" do "Dia Europeu sem Carros" que era uma medida boa.
Fiquei esclarecido.
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Portugal a progredir ou a "retoma"
Novo modelo de automóvel, apresentado no salão de Paio Pires deste ano, a ser em breve distribuido aos presidentes dos institutos públicos para melhor conforto das respectivas famílias e amigos. Já dizem por aí que diversos ministros e secretários "ajudantes" de estado andam roídos de inveja.

Ou há moral ou comem todos. Será isto verdade em algum lado ainda?
Quanto mais tempo?
Não há muito a acrescentar à indignação gerada pela situação de professores, alunos e pais de alunos neste momento.
Eu apenas me interrogo sobre o que se irá passar com a suposta "empresa" que pariu o "software" utilizado neste logro espantoso, onde aparentemente até um ex-governante é respon ou irresponsável. Quanto mais tempo para isto tudo implo ou explodir?
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Este é o modelo de Sport da Nacional-SMC que me acompanha há trinta anos, um de dois exemplares hoje conhecidos. O outro está, felizmente, na posse do seu criador Augusto Maia, um grande senhor que se aproxima a passo seguro, graças a Deus, do centenário, depois de ter feito esta obra em 1934.

A primeira moto produzida em Portugal na versão de competição foi esta, a Nacional-SMC. Manuel de Seixas e Augusto Maia foram os cérebros criadores e José Silvestre de Freitas o mecânico que executou. Merecem uma lembrança como sendo dos tais portugueses de mérito inultrapassável de que falei abaixo.
O Problema
Há mar e mar, há portugueses e portugueses. Há um português, o meu querido amigo Joaquim do Carmo Silva, para muitos o Quim Félix, que farto de tentar desbravar os incríveis obstáculos que de todo o lado surgem a quem quer criar alguma coisa no Algarve se passou para o outro lado da fronteira e no pequeno burgo de Vilablanca com o geral apoio e incentivo das autoridades locais em pouco mais de doze meses pôs em pé um encantador pequeno hotel para turismo rural onde almocei neste sábado em agradável convivio com com o Quim e família. Até pode ser que até aqui nada do que refiro seja particularmente interessante mas há mais.
Quem foi eleito POR UNANIMIDADE para presidente da associação empresarial de Vilablanca?
É mesmo, foi o Quim! Há portugueses e portugueses. Felizmente sempre houve. O problema é que hoje há menos, bastante menos, destes e a maioria dos outros serve para lixar a vida deles.
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