Palavras ao vento

Estava assim antes de rejuvesnecer e ficar como abaixo
Werner de 1902, praticamente igual á do Dr. Tavares de Melo que aqui já mostrei e á que meu avô trouxe de Paris para a Chamusca no mesmo ano. Restaurei-a "parafuso a parafuso" durante seis meses mas ainda não tive coragem para ver se trabalha.

A velocidade faz destas
Apesar deste grave percalço há mais de 70 anos esta Bugatti sobreviveu e ainda "ronca" quando é preciso. Foi o grande Lehrfeld que a fez "escorregar" desta vez, o que não diminui em nada as extraordinárias qualidades de corredor nato que sempre evidenciou.
A verdade
Miguel Sousa Tavares refere hoje na sua crónica habitual do Público a falta que considera haver de uma verdadeira elite em Portugal, constituída por gente com "coluna vertebral", capacidade de realização, indiscutível estofo moral e determinada a exercer funções na política de modo a defender o interesse público acima de quaisquer outros. O que MST não refere é a uniforme rejeição posta em prática pelos partidos políticos a todo e qualquer cidadão que aparente sequer a sombra desse perfil. O cemitério dos desistentes da política está juncado dos corpos dos poucos competentes e decentes que nela se aventuraram.
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Há trinta e tal anos este Mercedes SSK foi para os EUA a troco de 10.000 dólares. Outro exemplar da curtíssima série produzida foi agora vendido em Inglaterra por mais de 6 milhões de euros. Que grande inflação!
Acreditar?
Continua o aproveitamento miserável por parte das televisões das desgraças que vão ocorrendo neste pobre país. O assassinato bárbaro de uma criança ao que parece perpetrado pela família mais próxima ou uma corrida particular de automóveis na via pública que causa um monte de vítimas deviam ser motivo de reflexão séria para os portugueses e não de exploração de horas televisivas chorudamente pagas a uma série de verdadeiros meliantes que apenas se aproveitam de mais um horror que logo fazem mediático mas apenas conseguem abordar pela rama porque de mais não são capazes. É certo que em todos os lugares há uma parte de mórbidos "voyeurs" mas no nosso caso o que querem é convencer-nos que "voyeurs" somos todos. Não consigo acreditar. Quero antes crer que a maior parte dos telespectadores, verdadeiramente enojada, desliga o aparelho ao fim de alguns minutos e fica a ponderar o melhor que pode as factos, procurando de algum modo imaginar o que poderia ter feito para os evitar. Puro idealismo da minha parte? Talvez, mas pelo menos vou sobrevivendo sem facturar em cima da desgraça alheia.
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