Palavras ao vento
Grau de parentesco e isenção
Comentou há dias a comunicação social, com estranha meiguice, que o Dr. Carvalhas, eminente secretário-geral do PCP, partido onde supostamente alinham os pobrezinhos e desfavorecidos, se tem "esquecido" de declarar uma razoável fortuna de cariz financeiro, industrial e terra-tenente. Confrontado com tal facto esclareceu que a dita fortuna é possuida em conjunto com os filhos pelo que não considerava necessária qualquer admissão da sua posse. Convém lembrar que por situação semelhante cruxificou com notável ferocidade a mesma comunicação social o competente agora ex-autarca e ministro Isaltino Morais, talvez porque o grau de parentesco então invocado para este fosse a copropriedade com um sobrinho e não com filhos. Será esta diferença de tratamento resultado da relutância que os meios de comunicação tem em acusar defeitos à esquerda e tão grande facilidade e empenho denotam no castigo mais à direita? Que grande isenção, não é?
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Uma nação de esquerda e de doutores?
Não consigo ter a certeza se é a esperteza saloia a enganar a ignorãncia se a própria ignorância a enganar-se a si própria quando leio hoje uma notícia no SAPO oriunda de uma sondagem da Universidade Católica que afirma ser a maioria dos portugueses, isto é 35% !!!, de esquerda.
Como esperar que o ensino nesta pobre terra alguma vez possa melhorar quando num dos espaços noticiosos mais relevantes a qualidade dos conhecimentos matemáticos se revela tão baixa numa notícia de grande destaque ou por outro lado o que anda a fazer o provedor do SAPO?
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Eram assim as deslocações automobilisticas nos tempos do gasogéneo. Preparada para viagem aqui está a família da minha mulher por alturas da 2ª Guerra.