Palavras ao vento
sexta-feira, novembro 05, 2004
  América profunda mas estúpida?
Na prática tudo o que era de esperar já foi dito sobre o resultado das eleições norte-americanas. Na Europa os 99,9% de inteligentíssimos escribas de opinião à esquerda já invectivaram o pobre povo americano de todos os epítetos imagináveis a partir de imbecil. Quanto a mim sobra um facto basilar: George W. Bush teve um dos mandatos mais claros de que há memória e vai pôr em prática o que pensa estar certo para os E.U.A. Entretanto o fosso entre este continente e o americano ficará cada vez mais profundo. Custa-me acreditar que da próxima vez que a Europa se colocar em perigo de desaparecer os americanos queiram voltar a ser a "carne para canhão".
God save us all, then!
correio para
nipedroso@sapo.pt
 
segunda-feira, novembro 01, 2004
 

Atravessar assim o Tejo em tempos de "tuning" inexistente podia não provocar níveis tão elevados de adrenalina como hoje na Ponte Vasco da Gama às tantas da matina mas não deixava de ter os seus momentos de suspense! Posted by Hello
 
domingo, outubro 31, 2004
  Pensar
Agora que anda de moda comentar os comentadores da política e as liberdades que os cerceiam apetece-me comentar que aquele que tenho visto demonstrar maior justeza, serenidade, isenção, oportunidade e relevância no que comenta e como comenta tem sido regularmente António Barreto. Homem, ao que sei, de extracto intelectual oriundo do socialismo parece-me de grande injustiça limitá-lo a esta corrente de pensamento já que a maneira como expõe lhe dá direito a libertar-se perante nós, o seu público, de horizontes tão limitados como os socialistas.
Penso caberem estas observações no que expõe hoje no Público acerca de um assunto tão importante para o futuro próximo da humanidade como é o da chamada Constituição Europeia, que ataca com frontalidade e argumentação que dificilmente deixará os poucos meditantes que ainda sobram indiferentes.
Quando diz que " com um tão vasto consenso e com o apadrinhamento garantido por tão diversos partidos, que vale a voz de um indivíduo ( mesmo de muitos ) que vê nesta Constituição mais perigos e ameaças do que segurança e garantias? " e mesmo assim vem remar contra tal maré, inocenta-se com coragem daquilo que se ouvirá a tantos não se sabe ainda quando: Porque é que só protestei contra aquilo no café?
António Barreto quer-nos fazer perceber que " os políticos nacionais, em cada vez maior dificuldade para tratar e resolver os seus problemas, transferem para o continente decisões e competências com o firme propósito de as retirar do alcance dos povos".
Quanto a mim custa-me acreditar que isto não entre pelos olhos dentro de qualquer cabeça que ainda seja capaz de juntar dois e dois!
Continua AB: "" Para que uma constituição escrita tivesse um qualquer fundamento, uma qualquer utilidade, seria necessário termos diante de nós um continente muito mais ligado, isto é, sociedades muito mais entrosadas, instituições e empresas mais conjugadas, homens e mulheres mais miscigenados, obras mais comuns, circulação mais efectiva, escolas mais articuladas e sentimentos mais partilhados. Mas tudo isto feito de livre vontade, de "baixo para cima", como se diz "". Palavras simples e lapidares. Afinal aquilo que durante tantos séculos já foi tantas vezes tentado pela força das armas sem sucesso alguém pode acreditar que possa ser imposto pela caneta sem lhe juntar aqueles presupostos?
Mais diz o comentador: " Nas eleições, os cidadãos votaram por razões essencialmente nacionais, sendo-lhes indiferente o destino da União " e, pior ainda. " Aos principais derrotados competiu-lhes tomar as decisões mais importantes sobre a Comissão, a Constituição e as políticas a seguir" Sobre democraticidade, neste sistema, já estaríamos ditos só aqui!
Acaba António Barreto: "Por isso me parece que a recusa da Constituição, pelos povos e pelos cidadãos, pode ser o mais fertil contributo para a preservação da Europa. E a mais séria lição dada aos dirigentes políticos envelhecidos e de outras eras que ainda governam a União".
Ámen. Assim seja.
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nipedroso@sapo.pt
 
Portugal, que futuro?

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