Palavras ao vento

Ainda no tema da agricultura ribatejana e porque os tractores começam a ser colecionados tambem em Portugal pode-se aqui ver um curioso contraste entre o passado remoto e o amanhecer do progresso com este tractor que meu avô trouxe para o campo da Chamusca sem no entanto abandonar a tralhoada milenar que se vê ao fundo da foto. Gostaria muito de saber em que ano foi esta cena fotografada, uma vez que a data não vem anotada nesta imagem conservada na família.

Outra vista do Largo do Arneiro com o meu primo António montando garbosamente e acompanhado por um campino da casa do meu avô.

Ontem foi dia de São Martinho. Para variar eis aqui uma vista do anoitecer na Feira da Golegã dos tempos em que eu era ainda quase menino e água-pé não me fazia azia quando bebida com "algum" excesso. Saudades leva-as o vento, ou será o tempo?
A esperança que falece solteira
Pode ser que ainda haja quem tenha ilusões que um dia as escolas e universidades portuguesas ensinarão adequadamente os alunos mas dá-me a impressão que vão ter pouca sorte durante muito tempo. Afinal como é que estes políticos que por aí andam, e se reproduzem, se poderiam dar ao luxo de ser avaliados por novas gerações devidamente instruídas e com os olhos bem abertos, que fossem capazes de perceber que todas as benesses que lhes dão apenas surgem alguns dias antes de eleições para no dia a seguir passarem a ser meros acidentes na paisagem?
correio para
nipedroso@sapo.pt