Palavras ao vento

No príncipio do século passado o ciclismo contribuía para grandes confraternizações que não passavam necessáriamente pela vertente desportiva. É pena que isso esteja hoje praticamente abandonado apesar de tantas procupações com a a ecologia e de o petróleo estar tão caro...
Odor Nacional
De manhã cedo, hoje, na rua onde moro notei um cheiro desagradável e característico do estrume. Como nenhuma plantação estava à vista apesar de faltarem algumas árvores na que pomposamente chamaram Avenida dos Combatentes desejei que o fenómeno fosse passageiro e tentei nele não voltar a pensar, admitidamente com dificuldade. Algum tempo depois, falando pelo telefone com um filho, na altura em Lisboa, a uma boa centena de quilómetros de distância, sou surpreendido por me dizer: " Pai, mas aqui também cheira ao mesmo! Deve ser nacional o fenómeno."
Preocupado, perguntei aos meus botões: será que avariaram o esgoto da Assembleia da República?
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A lógica dum qualquer acaso
Ontem fui ao cinema, coisa rara para mim, ver "Ocean´s Eleven", sequela de uma fita de que tinha gostado bastante. Também gostei desta mas tive que engolir apresentarem o mais célebre e bem sucedido ladrão do mundo a residir impune, reformado e pacatamente em Portugal, num parasidíaco local à beira mar que muito fazia lembrar os arredores da Praia da Rocha.
Pensando bem, no entanto, terá sido por acaso? Não viveremos mesmo num paraíso para ladrões, reformados e no activo?
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Inocêncio Pinto, juntamente com o Dr. Tavares de Melo, pai do motociclismo desportivo em Portugal passa aqui em Leiria a caminho do Porto em 1908. A moto era uma N.S.U. e disputava-se um desafio entre esta marca e a F.N., correndo entre Lisboa e a capital do Norte, que fez furor na época.