Palavras ao vento
terça-feira, janeiro 24, 2006
  A esperança é a última a morrer
Votar em Cavaco era uma espécie de sapo para mim. As bandeiras do rigor, tão apregoadas nos últimos meses por este candidato, arreavam para menos de meia haste quando confrontadas com muito descalabro orçamental do seu tempo de primeiro entre os responsáveis da governação. Basta recordar o que se passou com a construção do mamarracho conhecido como Centro Cultural de Belém, onde agora celebrou triunfalmente a vitória e que pura e simplesmente levou do erário público mais de 6 vezes a verba que lhe tinha sido originalmente atribuída. Mas os outros... Tirava-me o sono pensar em voltar a suportar a arrogância disfarçada de falso populismo e cada vez mais senil de Soares quando este país o que mais pede é humildade para arrepiar caminho e enveredar por uma nova senda, que para ser inovadora terá sobretudo de se livrar da sombra daqueles que nos puseram à esquina da falência. E que contributo útil poderá trazer a poesia quando a falta é de pão para a boca em quase dois milhões de portugueses? E quando todos os "ismos" da política: comunismo, maoismo, trostkysmo, e sei lá o que é que o Louçã vende, que não é sabonete, porque não cheira bem nem desinfecta, antes pelo contrário, já mostraram de que eram capazes, como poderia eu aceitar que á segunda volta fossem estes a empurrar o vaidoso de Nafarros ou o arremedo do grande Camões pela escadaria acima de Belém?
Assim alegro-me, salvo seja, por me acreditar parte das poucas dezenas de milhar que deram ao "menino" que saía de Boliqueime ás 5 da manhã para ir para Faro estudar a possibilidade de cumprir aquilo que prometeu e que não foi pouco.
Tenho a esperança que Aníbal Cavaco tenha agora muito maior "estatura" do que tinha à dez anos. Alguns homens são capazes de crescer com a responsabilidade. A responsabilidade que vai pesar nos ombros de Cavaco PR durante os próximos 5 anos tem poucos paralelos nos novecentos anos da história de Portugal.
Ainda guardo esperança de ver um dia o sapo saír da minha boca com forma de borboleta.
correio para
nipedroso@sapo.pt
 
Portugal, que futuro?

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