Vamos lá todos no engano
O primeiro, o segundo e todos os outros ministros lá andam hoje com o Bill Gates ao colo para caçar umas esmolas.
Agora não será a D. Comunidade Europeia a dar para esta missa mas o dito homem mais rico do mundo, que conquistou a riqueza á custa de uma cabecinha previlegiada e muito trabalhinho e não a pedir esmola.
Entretanto estou eu há meia hora a tentar ligar para a Alfândega de Lisboa para descobrir que destino levaram duas encomendas que me mandaram lá da terra do mesmo Bill. Tinham-me já avisado para tirar o cavalinho da chuva porque não ia conseguir.
E é assim em quase todos os sectores da actividade estatal e paraestatal que tudo, ou quase tudo, funciona.
Bem pode o tal de primeiro, ou qualquer outro, ministro esfalfar-se a apregoar que agora se faz uma empresa num dia.
Para quê, se a resposta a tudo o que essa empresa fôr fazer com ligação com o Estado terá resposta com rapidez comparável ás informações da Alfândega?
E o Bill Gates que se cuide, porque eu tive um sócio inglês que ao fim de poucos meses em Portugal já me chegava ás reuniões uma hora atrasado, debitando cândidamente á laia de desculpa: "Tipically portuguese, isnt it, Norberto?
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